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(Hávamál, 95).

Yule Imprimir E-mail
Artigos - Celebrações e a Roda do Ano
Escrito por Lenita e Kauane   
Qui, 11 de Junho de 2009 17:31

Era um sabath extremamente importante para os povos celtas, suas tradições originaram os atuais costumes do natal. É o dia que o sol renasce para novamente reaquecer a terra.
Marca a morte e o renascimento do Deus Sol;  e a Deusa que era morte em vida no solsticio de verão, exibe agora seu aspecto de vida-em-morte; sendo esse o seu momento de dar à luz a criança da promissão, que irá refertilizá-la e trazer luz e calor de volta ao seu reino.
Yule é a noite mais longa da roda, mas por conter em si a semente da luz, que começa a aumentar juntamente com a duração do dia, é o momento adequado para tentar vislumbrar o futuro, buscando presságios e sinais ou orando, meditando e confiando em suas orientações da voz interior.

Na tradição druida encenava-se nesta data, o combate entre o Rei do Carvalho – o regente da metade luminosa do ano, de Yule a Litha – e o Rei Azevinho – regente da metade escura do ano, de Litha a Yule. Essa luta vencida pelo Rei do carvalho, simboliza a vitória da luz, da expansão e do crescimento sobre a escuridão. O visco, a planta sagrada, era colhida com foices de ouro e distribuído pelos sacerdotes aos participantes como um talismã de boa sorte e proteção. Confeccionavam-se também, guirlandas da pinhas e frutas secas dedicadas à Deusa em seu aspecto de Tecelã da Vida, simbolizando a roda do ano.

Nós celebramos o encontro do Dagda, o Deus-Druida, com Boann, a Deusa do rio Boyne. Ele entra em Newgrange (a morada de Boann) na forma de um raio de luz e a encontra. Ela fica grávida, e para esconder a gravidez do marido, ela faz os nove meses da gestação passarem como se fossem uma noite  - a longa noite do Solstício de Inverno. Nasce Angus, deus da juventude, da beleza e da poesia. Ele é a promessa de esperança deixada por Dagda e Boann de que, não importa o quanto o inverno seja longo, a luz voltará a brilhar.